De maio a setembro, nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado, as vendas de produtos beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas de importação ao mercado europeu cresceram 21%, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A entrada em vigor das preferências tarifárias em 1º de maio deste ano ampliou a competitividade de produtos brasileiros na União Europeia e abriu novas possibilidades para empresas nacionais, aponta o MDIC.
Principais avanços
Além dos produtos agropecuários, diferentes segmentos da indústria também registraram aumento nas vendas ao bloco europeu. Entre maio e setembro de 2026, em relação aos mesmos meses de 2025, os principais avanços foram:
- Abacates frescos: 421%;
- Mel: 367%;
- Óleo de milho: 266%;
- Ferrossilício-manganês: 173%;
- Alumínio em bruto: 107%;
- Óleos combustíveis: 102%;
- Etanol: 95,2%;
- Óleo essencial de laranja: 75,8%;
- Maçãs frescas: 29%.
O setor de equipamentos elétricos também se destacou: as exportações brasileiras de transformadores elétricos, que não haviam registrado vendas no período equivalente de 2025, alcançaram US$ 39 milhões de maio a setembro deste ano.
Orientação e instrumentos
Para facilitar o aproveitamento das condições negociadas, o MDIC oferece materiais técnicos e orientações no Portal Siscomex. Entre os materiais disponíveis estão manuais sobre regras de origem, cronogramas de desgravação tarifária, indicações geográficas e tabelas de preferências tarifárias, que explicam critérios e condições para acesso aos benefícios previstos no tratado.
As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de duas décadas. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro deste ano, e a aplicação provisória das disposições comerciais teve início em 1º de maio. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e estabelece regras para facilitar e ampliar as relações comerciais entre os países participantes.
O acordo conecta mercados que reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e têm Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões. A União Europeia figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil e, com a ampliação do acesso ao mercado europeu, a expectativa é diversificar os destinos das exportações brasileiras, fortalecer a competitividade das empresas nacionais e ampliar a participação do país no comércio internacional.
Imagem: MDIC / Divulgação
Fonte: Agência Brasil

