SaúdeVERIFICAÇÃO PARCIAL

Dasa inaugura NTO em Brasília com capacidade para 2,4 milhões de exames

Unidade de 4,5 mil m² tem cerca de 200 profissionais, 25 equipamentos com tecnologia Roche e atende mais de 400 municípios do Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste

13 de out., 02:45 BR 0 leituras
Dasa inaugura NTO em Brasília com capacidade para 2,4 milhões de exames
Foto: Momento de cortar a faixa

Na noite de 30 de setembro, a Dasa apresentou o seu novo Núcleo Técnico-Operacional (NTO) do Laboratório Exame e Alvaro Apoio, marca B2B da companhia. A unidade de 4,5 mil m² nasce com a capacidade mensal para processar 2,4 milhões de exames e pode chegar a 5 milhões sem necessidade de novas obras. Com cerca de 200 profissionais e 25 equipamentos que concentram tecnologia Roche Diagnóstica, o espaço passará a realizar análises que atenderão mais de 400 municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste.

Para quem está do lado de fora, um exame ainda parece simples: coleta, alguns tubos e a espera pelo resultado. Na triagem do novo núcleo, porém, cada amostra recebe uma rota própria, é identificada por código de barras, separada conforme prioridade e encaminhada para equipamentos capazes de processar centenas ou milhares de testes por hora.

"Esse núcleo técnico permite um nível de serviço muito melhor, mais rápido, preciso e centralizado aqui no Centro-Oeste.", afirmou Rafael Lucchesi, CEO da Dasa.

Automação, alcance regional e parceiros

Além de ampliar a capacidade em Brasília, o novo NTO integra uma estratégia nacional de renovação dos núcleos técnicos da Dasa e coloca a capital como ponto de processamento para uma área maior do país. O centro também atenderá os quatro hospitais da Rede Américas no Distrito Federal — Hospital Brasília, Hospital Brasília Águas Claras, Maternidade Brasília e Hospital Alvorada Brasília — e uma rede de mais de mil laboratórios parceiros por meio da Alvaro Apoio.

Durante a visita técnica ao espaço, a equipe explicou que o equipamento de triagem lê o código de barras da amostra e identifica quais exames precisam ser realizados; a partir daí o tubo segue uma rota própria e recebe prioridade quando a estabilidade da amostra é menor. "É como uma central de distribuição: milhares de volumes chegam ao mesmo lugar, mas cada um tem destino, prazo e percurso diferentes", disse a equipe que acompanhou a demonstração.

Leonardo Vedolin, vice-presidente da Área Médica da Dasa, definiu o projeto como uma forma de levar à capital uma capacidade de diagnóstico semelhante à encontrada nos grandes centros da companhia: "Esse projeto traz para Brasília uma capacidade produtiva que nasce forte, mas, acima de tudo, mantém e eleva a régua de qualidade e segurança, que é um princípio inegociável para nós".

Em medicina diagnóstica, rapidez só faz sentido quando vem acompanhada de controle, precisão e segurança. A equipe técnica relatou que processos de microbiologia que anteriormente levavam entre seis e oito horas passaram, com os novos equipamentos, a ficar disponíveis em aproximadamente três a três horas e meia. Na investigação de leucemias agudas, profissionais locais capacitados permitirão, em determinados casos, a liberação de resultados em menos de 24 horas.

Na etapa pré-analítica, quatro equipamentos conseguem processar até 1,4 mil tubos por hora cada. Na bioquímica, máquinas chegam a realizar até mil testes por hora, em exames como glicose, colesterol e marcadores de função renal. Na imunoquímica, que inclui análises de hormônios e determinados marcadores tumorais, nove equipamentos podem processar até 300 testes por hora cada. Há ainda áreas dedicadas a hematologia, coagulação, microbiologia, citometria de fluxo e biologia molecular.

Roberto Cury, vice-presidente de Negócios e Experiência do Cliente da Dasa, descreveu as amostras como "gotas de vida": "Essas gotas de vida são responsáveis por um diagnóstico, por uma resposta, seja de prognóstico ou terapêutica, para esses pacientes". Para ele, a jornada começa no agendamento, passa pela coleta e análise e termina quando o resultado chega ao paciente e ao médico. "Uma das nossas ambições é reduzir o tempo do diagnóstico para o início do tratamento", afirmou.

A Dasa possui atualmente 24 núcleos técnico-operacionais e processa mais de 450 milhões de exames por ano. Até 2027, 18 dessas estruturas passam por renovação tecnológica, em um programa que prevê a instalação de mais de 400 equipamentos. Um dos pontos mais relevantes do NTO de Brasília é a capacidade ociosa planejada: a estrutura foi desenhada para ampliar o volume de processamento até 5 milhões de exames sem a construção de uma nova área física.

"O novo núcleo entra em operação já com o parque tecnológico completo, sem o período de transição gradual, comum em modernizações de unidades já existentes", disse Linaldo Vilar, diretor de Produção da Dasa, destacando a vantagem operacional de começar já com o equipamento instalado.

Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica Brasil, classificou o projeto como um dos maiores movimentos já conduzidos pela companhia em parceria com a Dasa. Segundo ele, a implantação nacional envolve mais de 400 módulos, 18 unidades e dezenas de profissionais das duas empresas. "É necessário darmos as mãos e juntarmos todas as disciplinas para conseguirmos fazer coisas incríveis acontecerem", afirmou. "Hoje estamos celebrando porque conseguimos ver o impacto na vida real, ver a execução desse projeto acontecendo", acrescentou.

Pessoa e tecnologia

Entre os momentos da inauguração, destacou-se a homenagem a Janderson Oliveira. Ele entrou em um laboratório de Brasília há mais de 30 anos e, ao lembrar que sonhou com um laboratório automatizado, afirmou: "Hoje, caminhando aqui pelo NTO, percebo que aquela visão que eu tinha se tornou realidade e, de certa forma, foi muito além do que eu havia imaginado". A trajetória de Janderson ilustra a transição de um modelo mais manual para uma operação cada vez mais automatizada.

Rafael Lucchesi reforçou o ponto humano: "Tecnologia é importante, inovação é importante, excelência e qualidade são importantes, mas tudo isso é feito por pessoas". Vedolin também lembrou que, apesar da escala, o compromisso fundamental continua sendo médico: "Qualidade e segurança são nossos princípios inegociáveis."

Para o paciente, provavelmente pouca coisa será visível: continuará entrando em uma unidade, fazendo a coleta e esperando o resultado. Nos bastidores, porém, haverá uma engrenagem de milhares de metros quadrados trabalhando para que o caminho entre essas duas pontas seja mais curto e eficiente.

Foto: Momento de cortar a faixa

Fonte: Metrópoles