Um dia após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro de 2026, o mercado financeiro registrou forte abalo: o dólar operou em alta intensa perante o real e ultrapassou a marca de R$ 5,60 na manhã de 26 de outubro, enquanto o Ibovespa Futuro despencou, indicando perdas significativas para o primeiro pregão da semana.
Por volta das 9h40 (horário de Brasília), pouco depois da abertura da sessão, o dólar subiu 12,25% e foi negociado a R$ 5,604, atingindo o nível máximo de trava de negociação da B3. A bolsa brasileira, B3, anunciou a suspensão das negociações por 30 minutos diante da volatilidade.
Reações nos mercados doméstico e internacional
No mercado futuro de Chicago, o real sofreu uma queda de cerca de 10% ante o dólar na madrugada seguinte à vitória, com o contrato com vencimento em novembro de 2026 recuando 10,09% e o de dezembro 9,79%. Na sessão anterior, na sexta-feira 24, o dólar havia fechado em R$ 4,993, com variação negativa de 0,9% naquele dia. Em outubro a moeda acumulava perda de 3,5% e, no ano de 2026, perda de 9,03%.
Ativos brasileiros negociados no exterior também caíram: o EWZ, fundo negociado em Nova York, registrou queda de 18,29%, cotado a US$ 34,80, e o Next Funds Ibovespa Linked, em Tóquio, caiu 11,8%, para 288 ienes.
Levantamento do Citi com mais de 70 gestores indicava que, em caso de vitória de Lula, cerca de 80% dos entrevistados projetavam uma queda superior a 5% no Ibovespa no pregão da segunda-feira; 63% previam desvalorização do real acima de 5% ante o dólar.
Segundo analistas do mercado, é provável que o Banco Central realize intervenção no câmbio com venda de dólares à vista para prover liquidez diante da demanda pela moeda norte-americana.
Foto: Alexandre Meneghini/Reuters
Fonte: Revista Oeste

