EleiçõesVERIFICAÇÃO PARCIAL

Marçal questiona queda da abstenção: ‘Tem algum caroço nesse angu’

Empresário pediu verificação dos números do TSE após segundo turno, associou dúvidas ao crescimento da votação de Luiz Inácio Lula da Silva e criticou medidas adotadas durante a campanha

26 de out., 09:45 BR
Marçal questiona queda da abstenção: ‘Tem algum caroço nesse angu’
Foto: Pablo Marçal, durante entrevista ao SBT | Foto: Reprodução/SBT

O empresário Pablo Marçal contestou a redução da abstenção no segundo turno das eleições presidenciais e cobrou uma análise dos números divulgados pela Justiça Eleitoral, associando suas dúvidas ao desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o balanço apresentado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, a taxa de eleitores que não compareceram às urnas ficou em 19,21%. No primeiro turno, o índice havia sido de 21,08%. O percentual de ausências foi o menor registrado na etapa final da disputa presidencial desde 2006. O dado nacional corresponde a um comparecimento de aproximadamente 80,8% do eleitorado. A queda da abstenção foi de 1,87 ponto percentual entre os turnos.

Questionamentos e pedidos de checagem

Na entrevista, Marçal afirmou: “Tem algum caroço nesse angu”. Ele também disse: “Falar que a abstenção foi reduzida de tal forma, como se, a cada dez pessoas, nove fossem votar? Tem certeza disso?”. Marçal afirmou que seus analistas examinavam os resultados para compreender o crescimento da votação de Lula, mas não apresentou um levantamento que demonstrasse irregularidade no comparecimento ou na contabilização dos votos.

Em outro trecho, declarou: “Essa tragédia matemática e não estou falando de eleição, não, estou falando de matemática, essa explosão do Lula que não foi percebida em lugar nenhum”. O empresário criticou, ainda, os benefícios anunciados pelo governo durante a campanha e questionou como o presidente conduzirá o próximo mandato depois das medidas adotadas no período eleitoral.

A redução das ausências ocorreu em meio à mobilização das campanhas para levar eleitores às urnas. Segundo reportagem de Oeste, o PT intensificou os esforços para estimular a participação no segundo turno.

Pedidos de transparência sobre horário de votação

Marçal também apontou como alvo a decisão de Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de estender a votação até as 19h. Defendeu o exame dos registros das seções: “Se os dados forem abertos, a gente vê o registro dos votos depois das cinco horas da tarde”. Em relação ao desfecho, afirmou: “O melhor cenário seria anular essas eleições desse final de semana e prorrogar para mais duas semanas”.

Foto: Pablo Marçal, durante entrevista ao SBT | Foto: Reprodução/SBT

Fonte: Revista Oeste