Uma teoria que circula nas redes sociais sugere que masturbar-se com a mão não dominante — por exemplo, destros usando a esquerda — poderia favorecer a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de se adaptar ao aprender algo novo. A proposta viral promete uma experiência diferente ao executar um gesto sexual com a outra mão.
O que diz a ciência
Apesar da divulgação online, um estudo publicado na revista Laterality: Asymmetries of Body, Brain and Cognition indicou que 79% das pessoas preferem manter a prática com a mão dominante. Segundo Paul Rodway, um dos autores da pesquisa, essa preferência se explica pela facilidade de controlar o movimento, que o torna mais natural.
O levantamento também trouxe dados sobre o uso de acessórios sexuais: 75% das mulheres afirmaram utilizar vibradores, enquanto entre os homens o índice foi de 33%.
Para o terapeuta psicossexual Michael Stock, a hipótese de que trocar de mão gere um impacto neurológico importante é pouco provável. Em entrevista a um portal internacional, Stock disse não acreditar que a mudança produza, de fato, uma diferença neurológica relevante.
Mesmo assim, o especialista não descartou a prática como experiência pessoal: ele apontou que as pessoas podem apreciar a técnica por ser uma forma nova de explorar o próprio prazer e descobrir sensações diferentes.
Foto: Getty Images
Fonte: Metrópoles

