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Meta diz que falha técnica global travou contagem de views de Lula

Empresa informou ao TSE que problema afetou exibição do total de visualizações dos Reels em 7 de outubro, mas não a entrega dos conteúdos; pediu prazo para prestar esclarecimentos

13 de out., 06:01 São Cristóvão 0 leituras
Meta diz que falha técnica global travou contagem de views de Lula
Foto: Cheng Xin/Getty Images

A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a queda nas visualizações de vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 7 de outubro foi causada por uma falha técnica global na exibição do total de visualizações e que o problema não afetou a entrega dos conteúdos nem teve relação com o Brasil ou com campos políticos.

A manifestação foi protocolada nesta segunda-feira (12/10) pelo Facebook Serviços Online do Brasil, representante da Meta no país, em resposta à representação da Coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSol e Rede, que acusa a plataforma de suposta interferência eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a declaração técnica anexada ao processo, um incidente bloqueou os sistemas que contabilizam reproduções e novas reproduções dos Reels do Instagram entre as 15h50 às 20h49 da última quarta-feira (7/10). Nesse período, as contagens podem ter aparecido como zero ou congeladas, “enquanto a entrega do conteúdo continuou normalmente”, informou a empresa.

A Meta afirmou que o problema atingiu criadores de conteúdo em mais de cem países e que a falha gerou, em escala, a percepção de perda de alcance que a campanha atribui a uma suposta seletividade. A empresa acrescentou que a distribuição dos conteúdos da conta oficial de Lula ficou “substancialmente acima de sua própria linha de base recente” na data citada.

A empresa pediu à Justiça Eleitoral mais 48 horas para informar as medidas aplicadas, desde 16 de agosto, aos perfis oficiais de Lula, e afirmou que a consulta aos registros internos está em andamento. Sobre as contas de terceiros citadas na petição, a plataforma se recusou a fornecer informações individualizadas, alegando sigilo e que essas pessoas não fazem parte do processo.

Pela decisão do TSE, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar após a resposta da empresa. Só então o pedido de tutela de urgência será analisado.

No sábado (10/10), a campanha à reeleição de Lula acionou o TSE e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), acusando a Meta de suposta interferência no processo eleitoral e levantando a hipótese de que a empresa beneficie a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na representação, a campanha listou episódios em que foi limitada nas redes e que a empresa justificou como “problemas técnicos”, entre eles a retirada do perfil de Lula do mecanismo de buscas do Instagram em dezembro de 2025 e a desativação da conta de anúncios durante o primeiro turno. A petição cita ainda uma interrupção nas visualizações e curtidas em 8 de outubro e o impedimento de impulsionar publicações em 9 de outubro.

Também no sábado, o ministro Marco Aurélio Bellizze, juiz auxiliar de propaganda do TSE, deu 48 horas para a Meta prestar esclarecimentos técnicos, observando que os fatos narrados ocorrem em ambiente que só a empresa controla: os sistemas de distribuição de conteúdo, os registros de moderação, a plataforma de anúncios e os sinais de autenticidade de contas.

Foto: Cheng Xin/Getty Images

Fonte: Metrópoles