PolíticaVERIFICAÇÃO PARCIAL

Ofensiva de Mendonça pode antecipar presidência de Nunes Marques no STF

Se Alexandre de Moraes for afastado no Caso Master, a ordem sucessória do Supremo coloca Nunes Marques na presidência, com Mendonça como vice

09 de set., 07:53 São Cristóvão 0 leituras
Ofensiva de Mendonça pode antecipar presidência de Nunes Marques no STF
Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

A ofensiva pública do ministro André Mendonça contra o colega Alexandre de Moraes pode antecipar a chegada de Nunes Marques à presidência do Supremo Tribunal Federal. A partir de setembro de 2027, segundo o cenário levantado, poderia assumir o primeiro ministro indicado por Jair Bolsonaro.

Hoje, pela ordem sucessória prevista, Moraes assumiria a presidência do Supremo em 28 de setembro do próximo ano, quando se encerrará o mandato de Edson Fachin à frente do tribunal. Nesta semana, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes trocaram acusações, episódio que elevou a crise no STF.

No entanto, caso Moraes seja afastado do STF por causa das acusações no âmbito do Caso Master, o ministro ficaria impedido de assumir a presidência da Corte como previsto. Com Moraes fora, o próximo da ordem sucessória seria o ministro Nunes Marques, indicado por Bolsonaro ao Supremo em 2020. Ele assumiria o comando do STF tendo Mendonça como vice.

Como funciona a sucessão

A presidência do STF é definida por eleição interna pro forme. Por acordo, é eleito o ministro mais antigo da Corte que ainda não ocupou o cargo, seguido pelo segundo mais antigo para a vice-presidência. Pela ordem natural, Moraes seria o presidente no biênio 2027-2029, seguido por Nunes Marques entre 2029 e 2031. A sequência prevista inclui André Mendonça (2031-2033), Cristiano Zanin (2033-2035) e Flávio Dino (2035-2037).

O confronto recente entre Mendonça e Moraes trouxe à tona episódios anteriores: há 6 anos, era Mendonça quem via um aliado ser afastado da Polícia Federal por Moraes, referência presente no histórico das relações entre os dois ministros.

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Fonte: Metrópoles