A decisão nacional da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 coloca uma questão política em Sergipe: André Moura (União Brasil) acompanhará a orientação nacional do partido ou manterá o compromisso com o governador Fábio Mitidieri (PSD), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)?
O apoio a Flávio foi confirmado na quarta-feira (7), durante reunião de parlamentares e dirigentes das duas siglas com o candidato do PL, em Brasília. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) anunciou o respaldo da federação e afirmou que seus integrantes trabalharão pela candidatura no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A movimentação nacional ganha contornos particulares em Sergipe. André Moura, presidente estadual da federação União Progressista, construiu uma aliança política com Fábio Mitidieri e participou da chapa governista nas eleições deste ano.
André Moura já havia declarado apoio a Lula
Em agosto, André Moura afirmou publicamente que a federação União Progressista em Sergipe apoiaria a reeleição de Lula, acompanhando a orientação política do governador Fábio Mitidieri.
Na ocasião, durante entrevista divulgada pelo portal Fan F1, André declarou:
"Em Sergipe, vamos oficializar o apoio à candidatura de Lula."
A manifestação ocorreu quando a federação mantinha neutralidade nacional e permitia posicionamentos diferentes nos estados.
O alinhamento também foi demonstrado durante a campanha. Em 27 de setembro, André Moura participou, ao lado de Fábio Mitidieri, de uma carreata em Aracaju integrada à mobilização nacional denominada "Bora Lula".
Decisão nacional abre questionamento em Sergipe
Com a formalização do apoio da federação a Flávio Bolsonaro, surge uma diferença entre a posição anunciada nacionalmente e o compromisso político anteriormente assumido por André Moura em Sergipe.
O governador Fábio Mitidieri, reeleito no primeiro turno, manteve sua aliança com Lula durante a campanha estadual. Já a direção nacional do União Brasil e do PP passou a defender a candidatura adversária no segundo turno presidencial.
A questão agora é saber como André Moura conciliará essas posições. O dirigente poderá manter o apoio anteriormente declarado a Lula, acompanhar a decisão nacional da federação ou anunciar outro posicionamento, conforme as regras partidárias aplicáveis.
Até o momento, não foi localizada nas fontes consultadas uma declaração posterior de André Moura esclarecendo sua posição diante da decisão nacional anunciada em 7 de outubro.
A pergunta que fica é: André Moura seguirá o União Brasil no apoio a Flávio Bolsonaro ou permanecerá ao lado de Fábio Mitidieri no apoio a Lula?
- União Brasil e PP anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
- André Moura preside a federação União Progressista em Sergipe.
- Em agosto, o dirigente sergipano declarou apoio à reeleição de Lula.
- Fábio Mitidieri mantém alinhamento político com o presidente petista.
- Ainda não foi confirmado se André Moura acompanhará a nova posição nacional.
Agora, a decisão nacional levanta uma pergunta: André seguirá seu partido ou manterá o compromisso político com Mitidieri?
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