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WatchGuard identifica malware que usa executáveis legítimos do Windows

No Brasil, campanhas de phishing partem de e-mails falsos sobre cobranças de cartórios; arquivos maliciosos induzem downloads de scripts VBScript e instalam trojans como Overlord RAT

27 de out., 14:57 SE

Por Canaltech / WatchGuard

WatchGuard identifica malware que usa executáveis legítimos do Windows
Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA/ChatGPT, publicada pelo Canaltech

A empresa de cibersegurança WatchGuard identificou um malware que emprega elementos legítimos do Windows e arquivos executáveis de programas reais para invadir computadores. No Brasil, as campanhas relatadas começam a partir de e-mails falsos sobre cobranças de cartórios.

As tentativas de phishing levam as vítimas a sites fraudulentos e induzem o download de scripts VBScript maliciosos. Em parte da campanha, instaladores distribuem arquivos DLL maliciosos ao lado de executáveis legítimos, explorando a técnica conhecida como DLL side-loading.

A pesquisa identificou a técnica em arquivos como ngentask.exe, do Microsoft .NET Framework, e vlc.exe, do reprodutor de mídia VLC. Segundo a WatchGuard, esses executáveis são legítimos; os arquivos DLL carregados por eles é que são maliciosos.

O script analisado estabelece conexão com o trojan Overlord RAT, por meio do qual é possível controlar o computador remotamente após a instalação do vírus.

A análise de código da ameaça registrou verificações que fazem referência a apps de bancos e instituições financeiras brasileiras. Os dados indicam que a execução do malware pode considerar referências que miram esses serviços, mas não há evidências de invasão ou roubo de dados de clientes.

Malwares também miram contas bancárias

O relatório da WatchGuard também identificou campanhas em Portugal. Uma delas envolve o trojan bancário Lampion, usado para invadir contas em serviços financeiros. Os arquivos fraudulentos ainda usam elementos legítimos do Windows, como arquivos DLL, na tentativa de burlar o monitoramento do Microsoft Defender.

Como se proteger

Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, desconfie de mensagens muito alarmantes, especialmente as que trazem anexos. Evite fazer downloads de fontes não confiáveis e mantenha um antivírus atualizado.

Confira dicas para se proteger de golpes feitos com IA.

Imagem: Ilustração gerada por IA/ChatGPT, publicada pelo Canaltech

Fonte: Canaltech / WatchGuard