DHL pede ao governo ampliação de redução de imposto em remessas
Transportadora enviou carta ao Ministério da Fazenda solicitando revisão tributária durante transição da reforma
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A transportadora DHL enviou uma carta ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, solicitando que a redução do imposto sobre remessas internacionais seja estendida para além das mudanças previstas na medida provisória que trata da chamada "taxa das blusinhas". O documento, datado de 7 de julho, é assinado pela CEO da DHL no Brasil, Mirele Griesius Maustchke.
A empresa argumenta que a transição para as novas regras da reforma tributária, somada à alíquota de 60% do Imposto de Importação, pode elevar a carga tributária efetiva para até 117,6% em certas operações. A solicitação da companhia é acompanhada por um estudo realizado por professores da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Impacto da carga tributária
Segundo a CEO da DHL, o cenário de tributação atual pode resultar em aumentos expressivos. "O estudo demonstra que a combinação da alíquota de 60% do Imposto de Importação (RTS) com a inclusão desse tributo na base de cálculo do IBS e da CBS poderá elevar a carga tributária efetiva para 101,14% nas operações realizadas por meio do Programa Remessa Conforme e para 102,4% nas operações realizadas fora do programa, podendo alcançar 117,6% durante o período de transição da Reforma Tributária", afirmou Maustchke na carta.
A medida provisória mencionada no documento, que altera regras para remessas internacionais, está prestes a ser votada no Congresso Nacional.
Foto: Luis Nova/Metrópoles
Fonte: Metropoles
